sábado, 4 de dezembro de 2010

Alguém ainda acha que ela é boba ?


Quem estava na dúvida se a nossa nova presidente do Brasil é realmente uma mulher de visão, creio que agora não tem nada do que duvidar...
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A Sapa Mor acaba de escolher nove sargentos da FAB, Força Aérea Brasileira para formarem a equipe da aeronave presidência. Até aí tudo normal não é mesmo?Mas o importante nisso tudo é que ela escolheu nove sargentos femininas...
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E olha que ela não foi nada boba não... é só olhar a foto e perceber que ela além de ter bom gosto, sabe escolher a dedo (ops) sua equipe!
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As moçoilas tem treinamento militar, em selva, e em salvamento, além de serem pilotas, controladoras de voo, etc.
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Agora se imagine cercada por nove lindas mulheres, fardadas (quem sabe com direito a algema e tudo...), e que se for necessário, sabe fazer um excelente boca-a-boca...
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Mais alguém aí quer se candidatar a presidente nas próximas eleições ?
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sobre quando a vaca foi pro brejo.



Era uma vez uma sapa. Inexperiente ainda, tadinha, pouco sabia do mundo sapo. Essa sapa, um dia, conheceu outra sapa, que embora mais novinha, era mais experiente. Elas então se apaixonaram. Foi lindo, o lago todo ficou em festa. E quanto mais elas ficavam juntas, mais as noites de luar pareciam ficar lindas.


Então a sapinha inexperiente, ouvindo toda a voz da experiência da sua amada, resolveu convidá-la para morar no seu brejo. Sim, ela estava um pouco relutante e apreensiva, mas a outra era tão experiente, e tão confiante e queria tanto aquilo que ela também passou a querer...


A sapinha pensou que a melhor coisa que tinha feito em sua vida era ter convidado a sapa pra vir morar em seu brejo. O brejo ficou lindo! A sapa experiente sabia deixar aquele brejo como outro!


Mas um dia a sapa, do alto de toda sua experiência, disse que aquele brejo não servia para ela. Então a sapinha pensou que teriam de achar um outro brejo para elas viverem felizes. Mas a sapa experiente disse que isso já não era mais possível, e deixou o brejo e a sapinha para trás.

Demorou para a sapinha perceber que o que a outra sapa também tinha deixado para trás um pouco de experiência. Demorou para ela entender que na realidade ela não tinha convidado uma sapa para morar em seu brejo, na realidade ela tinha convidado uma vaca! E a vaca foi pro brejo! Ela achava que sua vida tinha ido junto...

Então ela percebeu que alguns animais se fantasiam, se camuflam, e que é dificil distinguir. Distinguir a vaca da sapa. O burro do cachorro. Gato com lebre. O gato e o gambá, e tantos outros... Sabia que tem até veado que é urso! ?


Então ela acabou não convidando mais ninguém para o seu brejo. Ela tinha medo de se confundir novamente.

Ela falava, conversava, e até dava uns beijinhos em alguns aminais do lago. Mas ficava sempre desconfiada. Ela nunca sabia se aquele animal que ela via, realmente era aquilo mesmo. E como saber?


Só depois de muuuuito tempo é que ela percebeu algumas coisas. Foi nesta época que ela percebeu que não era assim tão inexperiente. Talvez algumas sapas, ou vacas, quisessem que ela pensasse assim. Porque ela percebeu que pelo menos de uma coisa ela sabia. E que esse era um conhecimento muito valioso...


Ela sabia que não havia como ter certeza. Ela percebeu que nunca se sabe. Ninguém sabe. E que algumas vezes nós vamos mesmo confundir. Vamos nos enganar. E vamos nos machucar. E que isso dói. Dói mas ensina. Ensina a curar o machucado e a tentar novamente. Até um dia, quem sabe, poder encontrar aquela sapinha especial que sempre procuramos...

Eu estou testando uma sapinha que espero ser a especial para o meu brejo. Quem sabe? O importante é não desistir de tentar!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A arte de viver...

Amo arte. Foi Fernando Pessoa quem disse que “A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são.” Sou uma apaixonada por arte, e me entusiasmo com ela! Adoro tantos tipos de arte...

Não sei se todos, mas quero acreditar que sim.

Claro comecei com as formas mais comuns e acessíveis dela. Com uma boa música tocada no rádio. Nem sabia o que era arte, mas gostava de música, comecei a me aprofundar no assunto. As músicas do rádio eram boas, mas logo comecei a conhecer mais que isso. Acreditei em Oscar Wilde, que falava que “a música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu iltimo segredo.” Procurei desvendar este segredo. Comecei a conhecer música não tão comerciais, mas que me tocavam. Depois músicas que talvez já tivessem sido comerciais, ou que o eram para um determinado grupo. Amei Carl Orff e sua quase herética Carmina Burana.

Mas outras formas da arte começaram a me chamar a atenção também. Pinturas. Tantas e de tantos tipos... Os classicos me chamaram a atenção. Alguams vezes me pareciam absurda, outras nem tanto... Mas e o que falar das vezes em que o absurdo parecia fazer sentido, ou se parecer com o que eu vivia? Depois Van Gogh, Dalí, e dalí Magritte, Derek Hess... Tantos!

Meus horizontes começaram a se alargar e percebi tantas outras formas de arte a minha volta. Passei a andar olhando para cima no Centro de São Paulo, vendo os antigos prédios, muitos sem a devida reforma ou pintura, mas lindos! E esquecidos... Então arquitetura!

Comecei a procurar as formas. Achei prédios novos e velhos tão lindos, tão bem arquitetados. Como eu gostaria saber arquitetar dessa forma. Talvez pudesse fazer um desses prédios, ou talvez pudesse só arquitetar um pouco mais a minha vida...Mas Mozart disse que “para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor”, e eu não tinha vivido esse amor, não podia fazer arte. Nem com a minha vida...

Ah a arte...
Ah o amor...

Aprendi que falar também era uma arte. E ouvi discursos maravilhosos. Me apaixonei por uma discurssista, e quantas formas ela tinha para discussar... Quis acreditar que ouvir também fosse uma arte, pois então eu seria uma excelente artista. Mas os discursos sempre me mostravam que eu era desprovida de arte, eu era uma mera expectadora. Então minhas expectativas passaram a ser poder estar próxima dessa artista... E que ela talvez pudesse fazer minha vida ficar mais perto da beleza da arte.

Se ‘”a arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!” (Mário Quintana). Então um dia deixei de ser a expectadora. Porque sua arte não mais podia se destinar a mim. Nem assistir a arte eu poderia mais...

...

A vida continua. Precisa continuar. Preciso trabalhar, comer, falar, estar, viver.

Então passou-se um longo periodo cuja vida se tornou algo cinza, sem gosto, sem beleza. Minha vida e a arte são definitivamente dissociadas. Parei de olhar para cima, procurando a beleza da vida, dos arranha-céus... Comecei a andar olhando para baixo. Meus pés, outros pés, sarjeta, lixo, pituca de cigarro... esse passou a ser meu mundo, era só o que via.

Como diz Vinicius, “vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, e então percebi que a arte está para todos. Ela me encontrou mesmo olhando para baixo. Arte de rua. E sobretudo a arte da vida. Porque não importa para qual lado olhe, ela está lá. Amos os grafitttes que embelezam a cidade, em toda parte, sem distinção alguma. Foi em uma sarjeta, no lugar menos improvável, e mais desprezado que a encontrei novamente, a arte!

Hoje voltei a ser expectadora. Vejo tanta arte a minha volta, mas pessoase em tudo a minha volta. Mas também passei a ser artista. Artista em ver tanta arte em tantos locais. Artista em viver, como se pode, e da forma que se pode. Artista em ouvir, porque Goethe me ensinou que “falar é uma necessidade, escutar é uma arte”, e comecei a ver que quando tenho oportunidade também posso ser artista em falar, ou quem sabe escrever. Que a arte não exclui, ela inclui.

Hoje minha arte é viver, viver a vida com arte, com felicidade, hora assistindo, hora atuando, mas o melhor é poder estar em ambos os locais. Picasso já dizia que “a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”.

Porque a arte nos mostra que tudo pode ser bonito, com um pouco de talento, vontade, e criatividade. Absolutamente tudo ! Inclusive nossas vidas...

A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”. Leonardo Da Vinci.

domingo, 31 de outubro de 2010

Como dorme a sua periquita?

Após um longo e tenebroso inverno, declaro que VOLTEI ! ! !

Muuuito trabalho, alguma diversão, namoro... (que ninguém é de ferro), e férias.

Estas coisinhas me afastaram um pouco daqui, mas agora estou de volta.

Inicialmente vou mostrar algumas coisas que vi durante este período e que acho um absurdo que não poder compartilhar...

Neste período um dos lugares em que fui, foi a Bienal do Livro de São Paulo.

Como boa leitora compulsiva não podia deixar de ir e ficar totalmente perdida em montanhas de livros, querendo comprar quase todos, e quem sabe ler pelo menos a metade enquanto estavivesse lá dentro.

No final estava cansada, com os pés doendo de tanto andar, os olhos ardendo de tanto prestar atenção em absolutamente tudo e não querendo perder oportunidade alguma de encontrar um livro legal (como se não tivesse encontrado milhares...), ou algum autor maravilhoso andando anonimamente entre as pessoas, ou sei lá o que...

Mas acabei encontrando algo que não imaginava...

Fiquei estarrecida. Abobada...

Parada, olhando...

Depois fiquei tentando imaginar... como seria... e qual seria sua principal finalidade...

Bem, como acabei não descobrindo, vou aqui mostrar o que encontrei e esperar que alguma de minhas leitoras tenha uma teoria sobre algo tão... interessante.

Depois da foto, fiquei me perguntando: Quantas periquitas costuma dormir em um travesseirinho especial ? E como a sua dorme?


sábado, 26 de junho de 2010

Fases...


Existem fases que as sapas passam...

Sabiam que as sapas são animais metamórficos?



- Quando a conhecemos são gatas.


Felinas que nos fazem largar qualquer outro pensamento. Só nelas pensamos. Em como falar com elas, como fazer-se ser notada, etc. São lindas! Parecem se mover em câmera lenta, e sensualmente. Tudo que fazem é pura sedução!


- Depois, nos primeiros encontros e na cama são panteras.


Já estamos seduzidas, mas elas querem mais! E isso nos excita ainda mais. Elas estão sempre dispostas, e são maravilhosas. Sexo selvagem, delicioso, com gosto de quero mais! Não existe outra como ela!


- Quando as namoramos são borboletas lindas.

Não deixaram de ter os atributos anteriores, ainda são, deliciosas, e sexys. São lindas, adoramos estar ao lado delas, e ser vistas ao lado delas. Queremos anunciar a beleza de nosso encontro. Pousam em nossas vidas e queremos que assim permaneça.


- Depois de casadas se tornam leoas.


São lindas, e selvagens, mas essa selvageria também pode se voltar contra nós. O melhor que se tem a fazer e deixar que este lado só se mostre na cama, e para isso deixamos que elas sejam a rainha da selva. “Sim meu bem, tem toda razão...”


- Quando se separam de nós, automaticamente viram vacas...

Essa é a mutação mais rápida que já vi em minha vida! É melhor que café instantâneo. Não é necessário nem adicionar água. É uma metamorfose imediata! Quem nunca chamou a ex de vaca!?


- E, finalmente, depois de algum tempo, são aqueles ursinhos.

Sabem aqueles ursinhos bons de abraçar de vez em quando, de preferência quando ninguém está vendo?



Mas melhor mesmo é quando dá zebra...

E podemos contar com elas para sempre...

Sem pensar em animal algum, sendo somente nossa companheira, amada e amiga.

domingo, 13 de junho de 2010

Tsunami de mulheres...


Acho que todas podem concordar comigo quando digo que mulheres vem e vão como as ondas do mar. Em alguns momentos passamos por uma maré baixa, e ninguém aparece nem pra dar uma paqueradinha e alegrar um pouco nosso dia, mas em outras épocas parece que elas combinam de te paquerar, cantar, etc.


Não vejo nenhuma novidade no que disse até agora. E o pior é que geralmente a maré alta acontece quando já estamos com alguém. É como estar desempregada. Ficamos um tempão camelando, indo de agência em agência entregando milhares de currículos, fazendo contato, quase batendo de porta em porta e nada... Mas um dia finalmente chega sua vez. Consegue um emprego. E não precisa nem ser dos melhores, mas já é um emprego. Quando consegue se ambientar no lugar, conhecer as pessoas, e começar a tirar a quela imagem da novata que não sabe nada, e começam a confiar em seu trabalho. Sempre é nessa hora que alguém te liga oferecendo um outro emprego. O possivel novo emprego será mais perto, ou melhor, ou com melhor salário, sei lá, mas sempre há alguma vantagem maior do que o seu, e ficamos em dúvida.


Nos relacionamentos ocorre a mesma coisa. Agente fica na seca por um tempo muito maior do que o desejável, e aceitável. Quando o alto das paredes parece ser o seu lugar cativo, finalmente encontramos a nossa salvadora. Algém para passar os dias, para ver aquele fiomizinho meloso sob as cobertas, para passar o dia das namoradas, enfim uma companhia.


E quando já se passou o inicio do relacionamento quando tudo é bonitinho, fofinho e sexy, mas fácil de se largar, mas somente quando as coisas começam a ficar mais estabilizadas, e ainda quente, é que a coisa acontece. É nessa hora que alguém vai aparecer pra te enlouquecer... Algúem que sempre se desejou e nunca lhe deu bola, ou aquela ex inesquecível, ou alguém novo e deslumbrante...


Elas nunca aparecem sozinhas. Parecem que andam sempre em bando, e que quando veem que algém te agarrou, têm de ir lá tentar tirar...


Quando isso acontece é realmente muito bom, mas também é um problema...


Mas para piorar as coisas, as mulheres não vem só em ondas comuns, daquelas que acabei de falar, que simplesmente vai e vem, e determinados momentos. Existem também os Tsunamis de mulheres... E esses como o original, podem ser desastrosos se nãos e estiver preparada.


Depois da minha separação passei por alguns. O primeiro foi logo após o ocorrido. Foi ótimo, eu estava com a auto-estima um pouco baixa, e a elevou até quase as nuvens. Uma disse que me olhava há muito tempo, mas que só tinha tido coragem agora. Outra acabou de me conhecer e não parava de pensar em mim, aliado a isso, umas ex que queriam ver se eu tinha aprendido alguns truques novos... etc.


Depois disso vem uma maré baixa, mas fiquei de boa, como consegui pescar alguns bons peixes durante a grande onda elas ainda me rendiam o bastante para ficar bem.


Depois de um tempo, também tão inesperado quanto o primeiro, veio o segundo. Esse veio um pouco mais forte. O que acontece é que não se sabe de onde aparece tanta mulher. E todas lhe querendo... se dizendo apaixonada, pedindo em namoro, te seduzindo... Um problema... O interessante é que as autoras do primeiro evento se juntaram e vieram novamente juntas, ainda trasendo algumas novas aquisições ao bando.


Claro que é um espetáculo lindo de se ver, e se quer aproveitar, mas também há algum perigo nele. Elas não vem com propostas de relacionamentos abertos, de compartilhar, elas querem exclusividade. Mas como escolher se são todas tão lindas, deliciosas, hábeis no que fazem, e fazem!... Quando se acredita que é a maior equilibrista do mundo e já pode ser convidada para trabalhar como atração principal no Circo de Solei, elas parecem cansar da brincadeira de te enlouquecer, e vão.


Hoje, estou sentindo que quando ando na areia, o mar some sob meus pés, com uma força e velocidade assutadoras. Noto também que os ventos estão bastante fortes e em minha direção, e ao horizonte, se aproxima uma enorme onda... Que me atinge!!!!


Todas as outras citadas estão á toda! Dizem estarem arrependidas da decisão de se afastarem. Umas até tentaram ficar com outra pessoa mas não deu certo. Existem novas aquisições, até menores de idade aparecem para lhe aliciar... As que permaneciam por perto, como amigas, também lhe pedem em namoro, sem qualquer aviso prévio, e ainda a ex que vem chorando desesperada pedindo perdão. Sim garotas, aquela ex !!!! Depois de tudo que fez, e de tempos enormes sem nenhum sinal de vida, ou quando o fazia era de forma agressiva, agora vem pedir perdão. Chora. E quer conversar.


Claro que como já perceberam, eu já estou começando a aprender até a surfar nesses Tsunamis de mulheres, e então já não me abalo com qualquer peixinho que aparece. Respondo: “Obrigada pela sua ligação, ela é muito importante para nós, anote o número do protocolo (666) e assim que possível e conveniente, retornaremos a sua ligação (o que não creio que aconteça neste século ou vida).”


Quando a maré começa a trazer muita porcaria, é que o mar está de ressaca, então é melhor até sair do litoral. Então vou voltar pro meu cantinho e ver se vejo alguma sereia passando por aí...

Quanto aos Tsunamis... Bem alguns ainda poderão passar, mas se forem aproveitá-los, cuidado para não se afogarem !!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Queremos aceitação! ... ?


Acho que tenho um pensamento diferente do das demais pessoas. Não que eu me ache alguém especial, ou um gênio. Mas é que tem algumas coisas que simplesmente não consigo pensar como a maioria.


A Parada Gay por exemplo. Primeiro, não é mais parada gay, é GLBT. Acho esse nome muito mais complicado, mais estigmatizador, e que afastará mais ainda as pessoas desse público. Afinal todos nós conhecemos pelo menos um gay. E um GLBT voce conhece? É como o discurso de Milk. Todo mundo tem um gay conhecido, ou na familia, ou amigo, e pode aceitá-lo, então porque não aceitar os demais? Daí a aceitação de todos. Mas esse tal de GLBT é um negócio muito distante.


Mas afinal porque estou falando nisso. Já que faz muuuito tempo que a parada não tem mais um fundo político. Pelo menos para nós gays, o fundo político da parada hoje em dia é só o dos políticos héteros querendo levantar votos conosco, e portanto aparecem e tiram fotos na parada para parecerem "simpatizantes"...


Hoje a parada é só um Oba-Oba. É só curtição, carnaval, e muita música ao ar livre. Na realidade me parece mais com o dia que os animais do zoológico podem dar uma voltinha na cidade e ser visto pelos seres normais que nem precisam sair de casa e pagar ingresso para vê-los...


Mas é a luta pela visibilidade. Concordo. Mas fui na parada e ví ali muitas mulheres, lésbicas. Elas estavam lá lutando pela visibilidade lésbica? Então porque não foram na caminhada lésbica na véspera da parada? Também foi na Avenida paulista, com carro de som, bandeira colorida e tudo. eu fui e pela minha estimativa deveria ter no máximo umas mil pessoas, e nem todas eram mulheres. Onde está então a luta pela visibilidade?


Não vejo como alguém pode, por exemplo criticar o sistema de cotas para negros em faculdade dizendo que esse sistema não resolve o problema, é só o mascara, mostrando ainda mais a cara da discriminação, e depois disso defender a Parada GLBT. Acho que finciona da mesma forma. Não queremos um dia de visibilidade bizarra, queremos o ano todo de aceitação.


Mas apesar de tudo isso, desse meu pensamento contra toda a maré GLBT, sou obrigada e dizer uma coisa: Eu fui na parada, me diverti muito, e não deixarei de ir ano que vem novamente !!!!