quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sibutramina



Esse troço acabou com meu casamento. (Exagero, foi apenas uma das quinhentas coisas que fizeram isso acontecer...).

Minha (ex)mulher foi ao endocrinologista e ele disse para ela tomar o tal remédio, e fazer dieta. Eu disse que não era legal fazer isso, que o remédio era forte (tarja preta) e que não faria bem a ela, que estava tão bem e linda. Calma gente naquela época eu estava passando por um surto de cegueira momentânea. (e burrice também...) Se naquela época eu pelo menos já soubesse que "o único remédio para se salvar dos arrependimentos no casamento é abrir os olhos antes de contraí-lo e fechá-los depois." (Giuseppe Gioachino Belli)...

Mas como dizia Celso, "É melhor tentar um remédio de resultado duvidoso do que nenhum", minha ex começou a tomar o troço e fazendo a tal dieta dos carboidratos.

O troço é super forte, cheio de efeitos colaterais, e a dieta, pra quem não conhece faz com que não se coma nada com carboidrato por um período de aproximadamente um mês.

O carboidrato é o que nos dá energia e faz nosso corpo como um todo funcionar. Com tal dieta, o carboidrato que temos acumulado no corpo, e mais a reserva dele (gordura) é toda gasta já que a pessoa só gasta energia sem repô-la. Então podemos pensar que a pessoa fica apática... Mas não é verdade, ela só fica assim na aparência, porque os olhos perdem o brilho, queda de cabelo, falta de apetite sexual, tontura, mal estar, as bochechas ficam secas, como a maior parte do corpo das pessoas que eu poderia dizer que está definhando... Fome a pessoa não sente não, porque pode comer de tudo, e de preferência deve comer muita gordura, muito queijo industrializado, e outras porcarias... Mas e a vontade de comer? Sabe aquela macarronada? As coisas mais gostosas da vida têm carboidrato.

Resultado disso tudo: surtou!!!!! Minha ex surtou. Quebrou toda a casa, brigou com amigos da escola, vizinhos, minha família, família dela, pessoas que passavam na rua, as que não passavam na rua, que aparecia na TV, quem ligava e ligava para as que não ligavam para brigar... Enfim qualquer ser existente ou mesmo imaginário esta na linha de tiro dela...

E é lógico, não podia deixar de brigar comigo no meio disso tudo... Tentei ser gentil pra não ficar na reta dela, mas não teve maneira de me esgueirar... Eu falava que era culpa do remédio, e que ela não era assim, então ela me culpava de achar que ela era uma marionete e que não tinha personalidade o bastante para agüentar um remedinho... Se eu dizia que ela estava sendo cruel, e agressiva com as pessoas e comigo, ela dizia que eu era insensível que não entendia que era efeito do remédio. Se eu falava pra ela parar de tomar o remédio e com a dieta, era porque eu não me importava com ela e que ela ia ficar enorme e eu ia trocá-la, se eu a incentivava a ser forte e continuar com o tratamento (e meu destratamento), ela dizia que eu não estava nem ai com ela...

Alguém poderia chamar isso de remédio? Porque além de não curar porcaria nenhuma, ainda traz outro tanto de sintomas e efeitos colaterais físicos, emocionais e posso dar meu testemunho que os efeitos colaterais atingem inclusive (e eu diria que principalmente) a vida pessoal da pessoa.

Segundo Elbert Hubbard "De todos os remédios caseiros, uma boa esposa é o melhor." Só esqueceram de me contar o que fazer quando a doença é a esposa...

Mas no final pra mim foi ótimo! Não entendeu? Ué? Eu não comecei o post dizendo que isso ajudou a acabar com meu casamento? Então... Me curei!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

No restaurante...



Só pra descontrair...
Acho que essa tirinha resume o que os homens sabem (ou pensam que sabem) sobre nós...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Anos-Lés



Acredito que todas já ouviram falar em anos-luz. “Ano-luz é uma unidade de medida utilizada em astronomia e corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, no vácuo. Seu plural é anos-luz. (...) A luz desloca-se a uma velocidade de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo.” (wikipédia). Vejam meninas, um pouco de loucura também traz cultura... rsss. Mas continuando...


Assisti recentemente um curta lésbico chamado “The ten rules – A lesbian survival guide”, ou seja: As dez regras – um guia de sobrevivência lésbico. O curto não é excelente, mas é bonzinho, e dá pra assitir...



A parte que achei mais interessante no curta é quando ela fala no tempo para relacionamentos lésbicos. A teoria é a de que lésbicas e cães tem mais em comum do que a mundialmente conhecida predileção por lambidas. O tempo dos cães adultos são equivalentes aproximadamente a sete anos humanos, e da mesma forma devemos fazer conosco.


Um mês para lésbicas é como sete messes para heterossexuais


Se seu cãozinho tem uns cinco anos, então na realidade, ele teria o equivalente a trinta e cinco anos humanos. E no tocante a nós? Como seria? Simples, se já namora a quatro meses com aquela gata maravilhosa, então... 4 x 7 = 2 anos e 4 messes em tempo heterosexual !!!! E já está na hora de parar de enrolá-la...


Em um primeiro momento achei a idéia absurda e até mesmo preconceituosa. Onde já se viou lésbicas dizendo isso de nós mesmas??!! Mas começei a pensar sobre o assunto e fui fazer uma pequena pesquisa entre minhas amigas “do babado”. Percebi que, na grande maioria, os relacionamentos lésbicos duram muito pouco tempo. Meses são o que a maioria dos namoros duram, e vitoriosas e porque não dizer lendárias, são as que podem contar o tempo de seus relacionamentos em anos.


Talvez nós devemos realmente nos conformar em contar nosso tempo em ANOS-LÉS, e assim ficamos com a impressão de que estamos conseguindo manter nossas amadas ao nosso lado por mais tempo.


Porque será que isso ocorre? Bem, me ocorreu que nós não nos contetamos com pouco. Já fizemos uma opção que vai contra o que é socialmente aceito em prol de nossa liberdade e felicidade, então porque ficariamos presas ? Talvez nossa condição, nossa opção, nossa escolha e nossa vida tenha se voltado para que só aceitemos aquilo que nos faz genuinamente feliz. É comum vermos casais héteros com anos de relacionamento, mas que no entanto pouco se conhecem, ou tal relacionamento só existe “da porta pra fora”.


Quero crer que conosco isso não ocorre, e que isso faz com que nossos relacioamentos acabem duranto menos, até que se encontre a pessoa certa. Porque nós nos empenhamos em nos conhecermos, e em pouco tempo percebemos se é ou não a pessoa com quem queremos passar nossa vida junto. E sabemos que não precisamos ficar em um relacionamento só para os outros verem, porque nós escolhemos relacionamentos verdadeiros.


Então continuamos procurando a pessoa com quem passaremos os anos-lés, anos-luz, e todos os anos possíveis bem juntinho.

domingo, 2 de maio de 2010

“E eu te recriei, só pro meu prazer...”


“E eu te recriei, só pro meu prazer...”

Nossa, que música maravilhosa !!!
Eu a amo! Desde sempre!

A idéia de recriar alguém para atender aos nossos anseios. Nossas vontades e desejos... Alguém que por ter sido feito á nossa justa medida, torna-se perfeita para nós...

Sempre achei esta idéia genial!

E quem de nós, românticas incorrigíveis poderia cometer o desatino de atirar a primeira pedra em quem nunca imaginou como seria sua mulher perfeita. Ou fez alguns “upgrades” nas que conhecemos, ou temos... Quem nunca imaginou uma história de amor linda, com um happy end? Ou uma novela inteirinha, para as mais imaginativas, ou menos acompanhadas...
Confesso ter teto de vidro...

Mas as coisas mudam, e vamos aprendendo... Hoje pensei sobre alguém que conheci recentemente...

Criar alguém sob medida, em nossa imaginação, para atender as nossas vontades, é a mais pura expressão da covardia.

Porque não tentamos viver uma vida real com alguém real. Alguém com defeitos, medos, e desmesuras? Porque é tão mais fácil fica escondido atrás da imaginação e do que poderia ser se ela fosse daquele jeitinho que imaginamos? Porque não partir para ver o que acontece se ela não for perfeita? Se ela não entender o que você disse, e você tiver de explicar mais uma vez?

O que acontece se as coisas ficarem um pouco difíceis? Se ela não souber cozinhar, ou não tiver a aparência que você imaginou, ou se for um pouco mais tímida, sou se for ainda mais inteligente do que você achava? O que acontece se você enfrentar a vida? O que acontece se a vida real for melhor do que a que imaginou? E se for pior? E se você errar? E se doer? E se valer muito a pena?

Tudo isso não passará da sua imaginação se você não tentar...